Política

Analistas apontam erro político de Gleisi Hoffmann por ir à posse de Maduro

[Analistas apontam erro político de Gleisi Hoffmann por ir à posse de Maduro]
11 de Janeiro de 2019 às 11:08 Por: Vagner Souza/Arquivo BNews Por: Guilherme Reis0comentários

A presença da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, na posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não foi uma decisão politicamente acertada, porém correta do ponto de vista ideológico. A avaliação é do cientista político e professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Joviniano Neto. 

“Em termos ideológicos foi certo, em termos políticos não. A opinião majoritária no Brasil é de um governo que seria ditatorial, de uma crise terrível na Venezuela por culpa do governo. [A ida de Gleisi] vai contra a opinião pública. É politicamente incorreto”, diz o especialista em entrevista ao BNews.

Já o também professor da Ufba Wilson Gomes foi mais além ao dizer que as decisões de Gleisi podem destruir o PT. 

“Todo dia, Gleisi Hoffmann recomeça o infatigável trabalho de burilar o partido até caber perfeitamente na caricatura que os antipetistas acham que lhe corresponde. O governo Maduro é um cadáver putrefato que o PT de Gleisi acha heroico arrastar pelas ruas e praças. Não importa se o cheiro horrível do morto seja demais até para a esquerda mais lúcida; Gleisi prefere estar só e errada a mudar de ideia, prefere destruir o partido a ser 'incoerente'. O crazyhoffmannismo é o coveiro do PT”, escreveu em postagem no Facebook. 

Caminhos

Para Joviniano, o PT precisará reavaliar posições caso queira permanecer vivo. “Tem que dialogar com a maioria do pensamento da população. [...] Além disso, o PT tem que se reaproximar dos movimentos sociais e das bases”, diz. 

Outra estratégia apontada pelo professor é que a sigla precisa mudar o comportamento ‘hegemonista’ em relação aos outros partidos, principalmente os de esquerda, que articularam um bloco de oposição no Congresso sem a presença de petistas. 

Ainda de acordo com Joviniano Neto, também será necessário repensar as alianças já feitas nos governos Lula, por exemplo, quando a composição abrangia legendas “da esquerda à direita”. 

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