Justiça

Investigado em operação, assessor de Carletto ganha autorização da Justiça para viajar com família

[Investigado em operação, assessor de Carletto ganha autorização da Justiça para viajar com família]
11 de Janeiro de 2019 às 11:02 Por: Reprodução/ Facebook Por: Bruno Luiz0comentários

A Justiça Eleitoral deu a Vivaldo Gois, assessor do deputado federal Ronaldo Carletto (PP), permissão para fazer viagens pela Bahia, “a fim de desfrutar do convívio familiar”.
 
Ele é um dos investigados na Operação Condotieri, deflagrada pela Polícia Federal em 30 de agosto do ano passado para apurar crimes eleitorais que teriam sido cometidos nas eleições municipais de 2016, em Vitória da Conquista. Segundo a PF, o vereador do município, Rodrigo Moreira, teria oferecido vagas de emprego em um presídio prestes a ser inaugurado na cidade, em troca de votos. Ele chegou a ser afastado do cargo pela Justiça.
 
Além disso, o esquema teria utilizado a estrutura de outros órgãos públicos, como o Departamento de Trânsito do Estado da Bahia (Detran) e a Zona Azul, para o mesmo objetivo, omitindo receitas e falsificando recibos entregues na prestação de contas à Justiça Eleitoral. 
 
Os investigados se serviram de pelo menos duas empresas de “fachada” para emissão de notas “frias”, que eram utilizadas na prestação das contas. Além de Rodrigo e Vivaldo, está entre os investigados o pai do vereador, Gilzete Moreira, ex-presidente da Câmara Municipal. O ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Clóvis Ferraz, também foi alvo de mandados de busca e apreensão.
 
Na decisão que beneficiou Vivaldo, a juíza eleitoral Arlinda Souza Moreira autorizou a viagem para cidades de Itamaraju, Porto Seguro, Alcobaça, Teixeira de Freitas e Mucuri, no extremo sul baiano, entre os dias 21 de dezembro de 2018 e 20 de janeiro de 2019.

A magistrada ainda ordenou que o assessor informe à Justiça os endereços em que poderá ser encontrado, caso precise ser intimado. Caso ele precise ser notificado de algum ato processual e não seja encontrado, pode ser considerado foragido, o que poderia levar a Justiça a decretar sua prisão preventiva. 

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